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Luta e repressão em França

04/08/2009

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É sabido que as notícias relacionadas com a detenção  de 9 pessoas acusadas de terrorismo pelo Estado francês vem provocando vivos debates acerca da sua detenção, bem como dos textos cuja autoria lhes é atribuída.

À boleia disso, alguns companheiros em França e em Itália acharam por bem pronunciar-se acerca dos acontecimentos, aproveitando para criticar simultaneamente a estratégia de defesa dos detidos e algumas das ideias e afirmações que lhes são atribuídas ou por eles vêm sendo reivindicadas. Ainda estamos a trabalhar num texto que situe e defina a nossa posição colectiva no contexto desse debate, que atravessa grande parte do movimento à escala europeia e, num sentido mais amplo, diz respeito a tod@ os e as que enfrentam a repressão do Estado e o controlo policial.  Por enquanto, optamos apenas por disponibilizar dois dos textos que nos parecem sintetizar as posições que, a partir de um ponto de vista anarquista, vieram criticar simultaneamente a estratégia dos detidos e as posições tomadas pelo Comité Invisível.

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«O anti-terrorismo é uma técnica de governo»

Entrevista  a Julien Coupat, realizada ainda na prisão e por escrito pelas jornalistas Isabelle Mandraud e Caroline Monnot  e publicada a 25 de Maio pelo Le Monde [diário francês]. Coupat esteve em prisão preventiva entre 15 de Novembro de 2008 e 28 de Maio de 2009 acusado de “terrorismo”, no seguimento dos acontecimentos de “Tarnac”.

“É o aspecto mais formidável deste processo: um livro transcrito integralmente no dossier da instrução, interrogatórios onde se tenta fazer-nos dizer que vivemos como está escrito em «A insurreição que vem», que nos manifestamos como é preconizado em «A Insurreição que vem», que sabotamos linhas de comboio para comemorar o golpe de Estado bolchevique de Outubro 1917, como é mencionado em «A Insurreição que vem», um editor convocado pelos serviços anti-terroristas para interrogatório.

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Saltar para o vazio

01/08/2009

“Por um lado queremos viver o comunismo, por outro gostaríamos de espalhar a anarquia”

Foi publicada, numa fanzine libertária intitulada «Saltar para o desconhecido», uma crítica do texto «Appel», redigido algures em França por mão anónima (mas não desconhecida) e publicado na região portuguesa pelas Edições Antipáticas.

Nele se fala de «discussões apaixonadas» e de «engodos» que seria necessário cortar, da «confusão oferecida pelos seus autores» e de ver «o que realmente é dito». Aqui, saúda-se o aparecimento de uma crítica e a vontade de debater o texto. Procura-se também desenvolver alguns comentários, respostas e ideias sobre os temas abordados no «Appel», entretanto traduzido em várias linguas e que vem provocando debates entre vários colectivos e subjectividades da cena antagonista internacional.

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